Autor: Thiago Pinatel
A infraestrutura seca de um sistema de cabeamento estruturado é um elemento fundamental para garantir a eficiência, segurança e proteção física e mecânica dos cabos e por consequência dos sistemas de comunicação em edificações corporativas, comerciais e industriais.
Neste artigo , vamos abordar os princípios normativos, requisitos, recomendações e boas práticas para o planejamento, dimensionamento e implantação de caminhos e espaços para o cabeamento estruturado, com enfoque em ambientes internos, externos, subterrâneos e compartilhados, utilizando como referência principal os critérios estabelecidos pela NBR 16415 .
Confira!
Conceitos Fundamentais sobre Caminhos e Espaços de Cabeamento Estruturado
O conceito de caminhos e espaços está associado à infraestrutura física dedicada à distribuição de cabos de telecomunicações, compreendendo dutos, eletrocalhas, shafts, caixas de passagem, poços de visita e demais compartimentos construtivos destinados a esse fim.
Estes elementos asseguram, além da organização lógica do cabeamento, sua proteção contra interferências, esforços mecânicos e agentes ambientais.
- Caminhos: Referem-se a rotas físicas (internas ou externas) pelas quais são instalados os cabos de dados e voz.
- Espaços: São compartimentos específicos, como salas de telecomunicações, racks, shafts verticais e áreas técnicas, nos quais a infraestrutura de cabeamento é acomodada, com acesso restrito e gerenciamento controlado de segurança.
Os caminhos podem ser internos aos edifícios, atendendo ao cabeamento horizontal e backbone de edifício, ou externos, realizando interligações entre edificações por estruturas subterrâneas ou aéreas (backbone de campus).
Espaços para Cabeamento Estruturado
A NBR 16415 define claramente os espaços essenciais que compõem a infraestrutura do cabeamento estruturado em edificações comerciais e corporativas.
Estes ambientes são projetados para garantir a organização, proteção e flexibilidade dos componentes de telecomunicações, assegurando a integridade e a eficiência do sistema.
Os principais espaços estabelecidos pela norma são:
- Ponto de Entrada / Entrada de Telecomunicações (Entrance Facility);
- Sala de Equipamentos / Centro de Processamento de Dados (Equipment Room / Data Center)
- Sala de Telecomunicações / Armário de Telecomunicações (Telecommunications Room / Telecommunications Closet)
- Área de Trabalho (Work Área)
Ponto de Entrada (Entrance Facility)
O ponto de entrada é o espaço físico destinado à chegada e conexão dos serviços externos de telecomunicações ao prédio.
Neste local realizam-se as terminações de cabos provenientes das redes externas (provedores de telefonia, internet e outros serviços).
O projeto deve garantir o encaminhamento adequado destes cabos até os demais ambientes internos, respeitando os requisitos de proteção física, aterramento e controle de acesso, de modo a evitar riscos associados tanto a falhas quanto a interferências externas.
Sala de Equipamentos (Equipment Room)
A sala de equipamentos é responsável por abrigar os principais equipamentos eletrônicos da infraestrutura de telecomunicações, incluindo ativos de rede, servidores, controladores e dispositivos de centralização.
Conforme estabelece a NBR 16415, essa sala deve atender a critérios rigorosos quanto à segurança física, climatização compatível com a área de trabalho, disponibilidade elétrica e acesso restrito.
O backbone do cabeamento é normalmente terminado nesta sala, facilitando a interligação entre diferentes pavimentos ou setores da edificação.
Sala de Telecomunicações (Telecommunications Room)
A sala de telecomunicações, também chamada de closet de telecomunicações, é destinada à terminação e distribuição dos cabos horizontais que atendem às áreas de trabalho no pavimento correspondente.
De acordo com a NBR 16415, cada andar deve possuir pelo menos uma sala de telecomunicações, estrategicamente posicionada para proporcionar caminhos curtos, acessibilidade para manutenção e para acomodação de painéis de conexão (patch panels), cross-connects e switches de acesso.
O ambiente deve satisfazer exigências de infraestrutura, incluindo disponibilidade de tomadas elétricas, acesso ao sistema de aterramento e condições ambientais equivalentes às áreas vizinhas, além de proteção sísmica e física.
Área de Trabalho (Work Area)
A área de trabalho é o local onde os usuários finais interagem com o sistema de cabeamento estruturado através dos pontos de telecomunicação (tomadas de dados, voz e outros serviços).
A distribuição do cabeamento horizontal atinge este espaço, proporcionando flexibilidade e facilidade de modificações, expansões ou reconfigurações.
A norma recomenda que o cabeamento e seus dispositivos na área de trabalho permitam facilidade de movimentação, adição ou remoção de equipamentos por parte dos usuários, mantendo a organização e o desempenho do sistema de telecomunicações.
Tipos de Caminhos para Cabeamento Estruturado
Os caminhos para cabeamento estruturado é composta por diversos elementos projetados para conduzir, proteger e organizar cabos de telecomunicações, conforme especificações da NBR 16415 e diretrizes estabelecidas nos guias internacionais de cabeamento estruturado. A seguir, detalham-se os principais tipos de caminhos utilizados:
Eletrodutos
Os eletrodutos constituem tubos de material metálico ou termoplástico, rígidos ou flexíveis, destinados à condução e proteção mecânica de cabos utilizados em sistemas de cabeamento estruturado. Podem ser instalados embutidos nas paredes, lajes ou aparentes. Os eletrodutos possibilitam a segregação das redes de telecomunicações das instalações elétricas e asseguram a integridade física dos condutores, minimizando riscos de interferências e danos mecânicos.
Eletrocalhas
As eletrocalhas são condutos abertos, geralmente fabricados em aço galvanizado ou alumínio, utilizados para acomodar grande quantidade de cabos, principalmente em percursos horizontais. Possuem formato em “U” ou “bandeja” e permitem inspeção visual, ventilação e fácil acesso para futuras manutenções, ampliações ou reconfigurações do sistema de cabeamento.
Leitos de Cabos
Leitos de cabos são estruturas metálicas, geralmente em forma de escada, indicadas para acomodação de grandes volumes de cabos em instalações horizontais ou verticais. Oferecem suporte mecânico contínuo e favorecem o gerenciamento e a dissipação de calor em instalações com elevado volume de cabos.
Perfilados
O perfilado é um tipo de caminho metálico perfurado para passagem de cabos, amplamente empregado em instalações de cabeamento estruturado para suportação e organização de condutores, especialmente em percursos horizontais.
Canaletas
Canaletas são perfis fechados ou parcialmente fechados, fabricados em PVC ou metálicos, instalados superficialmente em paredes, rodapés ou mobiliário.
Destinam-se à condução de cabos em áreas onde intervenções civis não são viáveis.
Este caminho destaca-se pela facilidade de instalação, flexibilidade e acessibilidade para alterações e expansões do cabeamento.
Shafts
Os shafts são compartimentos verticais ou dutos de passagem que atravessam múltiplos pavimentos das edificações, destinados à transposição segura de cabos entre diferentes andares. Esses espaços permitem a centralização, proteção e organização dos cabos backbone e horizontais provenientes de diferentes ambientes e racks.
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