A Certificação de Rede é um conjunto de testes que avalia a qualidade geral de um sistema de cabeamento estruturado, assegurando que a infraestrutura de rede está em plena conformidade com as normas técnicas.
Neste artigo, vamos explorar a importância da Certificação de Cabeamento Estruturado , destacando os principais benefícios que ela proporciona para as organizações.
Confira!
Sumário
Para que serve a Certificação de Rede?
A Certificação de Rede serve como uma validação de que o projeto de cabeamento estruturado foi executado corretamente, desde sua concepção até a implementação, garantindo que os critérios técnicos foram cumpridos em todas as etapas do processo e que setores-chave não sofrerão com a falta de comunicação.
A Certificação de Cabeamento Estruturado oferece a segurança de que o sistema de cabeamento instalado atenderá aos requisitos de desempenho especificados, evitando retrabalhos, ajustes onerosos e problemas operacionais decorrentes de falhas na infraestrutura.
Como os Testes de Certificação de Rede são Realizados?
Os testes de Certificação de Cabeamento de Rede são realizados com equipamentos especializados, como testadores de cabos e analisadores de rede, que medem a capacidade do sistema de suportar determinadas velocidades de transmissão de dados, conforme a categoria dos cabos instalados.
Esses testes são realizados de acordo com as . A aprovação nos testes de certificação assegura que a infraestrutura de cabeamento cumpre os requisitos mínimos para as aplicações compatíveis com a sua categoria, garantindo um desempenho consistente e confiável para a rede.
Certificação de Rede para Cabos de Par Trançado
Para realizar a certificação de cabos de par trançado, utiliza-se um composto por duas unidades: uma unidade principal e uma unidade remota.
Essas unidades são conectadas nas extremidades do cabo que será testado.
Aparelho Certificador FLUKE DSX-5000.
Durante o procedimento, a unidade principal gera e transmite um sinal elétrico que percorre todo o comprimento do cabo até a unidade remota. A unidade remota, por sua vez, recebe o sinal e executa uma análise detalhada, examinando diversos parâmetros críticos para o desempenho.
Parâmetros de Testes para Certificação de Cabos de Par Trançado
O processo de certificação de cabos de par trançado envolve a medição e análise de diversos parâmetros físicos e elétricos para garantir o desempenho adequado dos cabos e a qualidade da transmissão de dados.
Os parâmetros aferidos durante a certificação de cabos de par trançado incluem:
- Testes de Pinagem;
- Testes de Propagação;
- Comprimento do Cabo;
- Resistência dos Condutores;
- Atenuação do Sinal;
- Perda de Retorno;
- Diafonia (NEXT, PSNEXT);
- Relação Sinal/Ruído (ACR-F, PS ACR-F);
A Certificação de Rede é concluída apenas quando todas as medições atendem aos limites de desempenho especificados pelas normas, assegurando que o sistema de cabeamento estruturado está em plena conformidade e pronto para uso.
Entender como valores de perda de inserção, perda de retorno, diafonia e atraso de propagação impactam o desempenho da transmissão é fundamental para interpretar relatórios de ensaio e verificar a conformidade normativa.
Para compreender tecnicamente como esses parâmetros são mensurados e de que forma cada um afeta a certificação, acesse o artigo técnico sobre Parâmetros de Testes para Certificação de Cabos de Par Trançado .
Métodos de Ensaio
Para a realização dos testes de Certificação de Rede em cabos de par trançado , as normas técnicas (ABNT NBR 16869-3, ISO/IEC 11801 e ANSI/TIA-568.2-D) definem diferentes métodos de configuração, de acordo com a topologia adotada.
Enlaces Ponto a Ponto
Enlaces ponto a ponto são o caminho de transmissão “de uma extremidade à outra” dentro do cabeamento estruturado, incluindo as conexões nas duas pontas e quaisquer conexões intermediárias previstas para aquele enlace.
É o caminho de transmissão formado por cabos e conexões em ambas as extremidades, seguindo a filosofia tradicional de cabeamento estruturado (patch panel ⇄ tomada de telecom).
Enlace Permanente (Permanent Link)
O Enlace Permanente (Permanent Link) corresponde à certificação da parte fixa do cabeamento estruturado, abrangendo o trecho entre o patch panel do rack e a tomada de telecomunicações ou ponto de consolidação.
Este método exclui patch cords e cabos de equipamento e é considerado a principal forma de aceitação da instalação, assegurando a conformidade da infraestrutura passiva.
Canal (Channel)
O Canal (Channel) , por sua vez, representa a certificação do segmento completo de comunicação, incluindo todos os patch cords, cabos de equipamento e conexões necessárias entre os equipamentos ativos.
Este ensaio reflete o desempenho real da rede em operação e é recomendado após o teste do enlace permanente, permitindo validar a performance final da instalação.
Métodos de Ensaio para Enlaces Ponto a Ponto.
Com a evolução das normas, foi introduzido o Enlace Terminado com Plugue Modular (MPTL) , previsto para situações em que o cabo horizontal é terminado de um lado em patch panel e do outro em um plug RJ-45 macho conectado diretamente ao dispositivo final, como câmeras IP, pontos de acesso ou equipamentos IoT.
Esse método elimina a necessidade de tomadas de telecomunicações e cordões adicionais, sendo ensaiado com a combinação de adaptador de permanent link em uma extremidade e adaptador de patch cord na outra, de modo a certificar também a qualidade da terminação em plugue de campo.
Cabeamento de Conexão Direta (E2E)
Cabeamento de Conexão Direta , também conhecido como Direct Attach ou End-to-End (E2E) consiste em um cabo terminado diretamente em plugues nas duas extremidades, sem patch panel ou tomadas intermediárias, e é aceita em enlaces curtos e dedicados, como interligações entre switches ou entre switch e servidor no mesmo rack.
Em aplicações industriais, a ISO/IEC define limites específicos para conectores M12.
A NBR 16869 é a norma mais recente da ABNT que estabelece os requisitos técnicos para o cabeamento estruturado, abrangendo desde o planejamento e a instalação até os métodos de ensaio aplicáveis à certificação de sistemas de cabos metálicos e ópticos.
Para compreender em detalhe as disposições desta publicação e sua aplicação prática na implantação e certificação de infraestruturas de rede, acesse o artigo completo sobre a .
Veja também:
Após a execução dos testes de certificação, gera-se um relatório detalhado que documenta todas as medições, análises e resultados dos parâmetros testados.
Relatório de Certificação de Rede.
Esse relatório deve ser incluído na , servindo como uma referência técnica para futuras intervenções, como manutenções, atualizações e expansões da rede.
A documentação de certificação facilita o gerenciamento da infraestrutura e contribui para um histórico confiável da instalação, auxiliando na identificação de necessidades de melhorias ou ajustes ao longo do tempo.
Certificação de Rede para Cabos de Fibra Óptica
Para realizar a certificação de cabos de fibra óptica, utiliza-se um medidor de potência óptica (Power Meter) e um OTDR (Optical Time-Domain Reflectometer), que são equipamentos específicos para analisar os parâmetros de transmissão do cabeamento óptico.
Parâmetros de Testes para Certificação de Cabos de Fibra Óptica
A certificação de cabos de fibra envolve a medição de diversos parâmetros ópticos para assegurar a qualidade da transmissão de sinal e a conformidade com as normas.
Os principais parâmetros verificados durante o processo de certificação de cabos ópticos incluem:
- Testes de Polaridade ;
- Testes de Propagação;
- Comprimento do Cabo;
- Atenuação do Sinal;
- Perda por Retorno Óptico (ORL);
Níveis de Teste (Tiers)
Para a realização dos testes de Certificação de Rede para cabos de fibra óptica, as normas definem dois níveis principais: Tier 1 e Tier 2.
Tier 1
A certificação de tier 1 envolve a verificação da polaridade, a medição de atenuação e do comprimento do link. Esse procedimento é realizado utilizando uma fonte de luz e um medidor de potência óptica (PM/LS).
O Power Meter mede a potência do sinal óptico que chega até ele, comparando com a potência da fonte de luz para calcular a atenuação. Os resultados são então comparados aos limites definidos pelas normas para verificar se a fibra óptica atende aos requisitos mínimos de desempenho.
Tier 2
A certificação de tier 2 fornece uma análise detalhada da integridade do link por meio do uso de um OTDR (Optical Time-Domain Reflectometer).
O OTDR envia pulsos de luz ao longo da fibra e mede a luz retroespalhada (refletida de volta).
Com base no tempo e na intensidade da luz retornada, o OTDR gera um traço que mostra todos os eventos de perda e reflexão ao longo do comprimento da fibra, identificando a localização precisa de falhas ou componentes com problemas, como emendas mal executadas ou conectores defeituosos.
Traço de eventos de um OTDR.
O objetivo da certificação de fibra óptica pode variar conforme as especificidades da rede e os requisitos operacionais da aplicação final. Na maioria dos casos, o foco está em verificar se a perda total do link está dentro dos limites permitidos para a aplicação, em vez de avaliar individualmente a qualidade de cada emenda ou conector.
Por esse motivo, a certificação de nível 1 é obrigatória, enquanto que a certificação de nível 2 deve ser utilizada como uma ferramenta complementar, aplicada em casos onde uma análise mais detalhada dos eventos ao longo do link é necessária para garantir a integridade da rede.
Autor: Thiago Pinatel
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